Organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST, o ato teve início com uma parada nas imediações das rampas de acesso à Petrolina (PE), onde as mulheres do MST e demais movimentos participantes cantaram, entoaram gritos de ordem e fizeram falas explicativas sobre o ato, ao mesmo tempo em que chamavam a sociedade a aderir as reivindicações do Movimento. Em seguida, mais de 150 mulheres, muitas com filhos ou netos, vindas de municípios da região como Sobradinho, Casa Nova, Curaçá, Abaré e zona rural de Juazeiro seguiram em marcha para sede da Coelba (Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia), de onde só saíram depois de reunião com a gerência da empresa.
Reivindicação à Coelba
De acordo com a Comissão Organizadora da manifestação, diversos pedidos de instalações elétricas nos Assentamentos da região tem sido feitos, porém as famílias não tem tido retornos positivos por parte da empresa. Segundo Socorro Varela, no Assentamento São Francisco – conquistado há 13 anos na região do Salitre, em Juazeiro – mulheres ainda sofrem para carregar água, mesmo estando há poucos quilômetros do Rio S. Francisco. “Isto porque falta apenas a Coelba ligar uma peça para que as mulheres tenham água em suas casas”, denunciou Socorro, lembrando também que em janeiro deste ano houve ocupações na região com essas reivindicações incluídas na pauta
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